quarta-feira, janeiro 18, 2006

Aumentar notoriedade e vendas a custo zero

Qual é coisa, qual é ela, que aumenta as vendas e a notoriedade das empresas e tem um custo zero?
Posta desta forma, a questão sugere uma resposta milagrosa e, quando é bem feita, é mesmo. Os profissionais do sector chamam-lhe "marketing viral"...
A ferramenta consiste em criar um conteúdo com um interesse especial (seja pela criatividade ou pela oferta de algo) e incentivar as pessoas a reenviar a mensagem (no caso de ser utilizada a Internet) ou passá-la de "boca em boca" aos seus amigos.
Assim, são os próprios consumidores a fazer o marketing da empresa, espalhando a mensagem como um vírus, sem que a marca tenha qualquer custo. A informação terá de ser o mais contagiosa possível, de modo a que a pessoa que a visiona seja encorajada imediatamente a fazer um forward para a sua lista de contactos. Afinal, quantos internautas não fizeram já isso?
Embora esta estratégia possa ser planeada previamente, muitas vezes os conteúdos circulam de "mão em mão" sem que haja qualquer intenção para que tal suceda. É frequente bons anúncios, mensagens ou imagens passarem de e-mail em e-mail sem que haja qualquer pedido ou incentivo. Por exemplo, antes de ser publicado o novo livro do Harry Potter, a sua promoção andava a correr mundo através da Internet, sem que a editora gastasse um tostão em promoção. O hotmail, o gmail e a Tupperware são também exemplos clássicos de marketing viral. "O marketing viral é talvez a mais poderosa forma de disseminar uma ideia, produto ou serviço.
O conteúdo tem de ser suficientemente apelativo para que as pessoas o passem adiante", afirmou ao DN Luís Novais, director da Vector21, empresa nacional que tem no seu currículo várias campanha de marketing viral, entre elas o recorde do Guinness nesta matéria (relativa à Festa do Gil, organizada em 2000).
Actualmente, a Vector21 está a preparar um projecto "viral" para a Biblioteca do Conhecimento Online, da Fundação da Computação Científica Nacional. A iniciativa, que será lançada no final de Fevereiro, consiste num rally paper online, onde os estudantes convidam os amigos para formularem uma equipa e jogarem no rally virtual. O objectivo é promover a utilização da biblioteca, numa campanha de baixo custo. "Apesar de representar alguns custos para a criação do jogo e regulamentos online do mesmo, os montantes são muito inferiores aos de uma campanha de publicidade tradicional", frisou Teresa Marta, directora de marketing da Vector21.
Outra das vantagens desta técnica é a alta taxa de resposta. "Geralmente temos uma adesão de 65%, enquanto os mailings em papel nunca ultrapassam os 20%", acrescentou. Também o Unibanco utiliza esta ferramenta com frequência para angariar membros para o seu cartão de crédito. Contudo, neste caso, a empresa faz um claro incentivo para os seus clientes reencaminharem as propostas de adesão para amigos, oferecendo prémios.
O recorde português:
O livro do Guinness tem registada a maior acção de marketing viral, a Festa do Gil, de nacionalidade portuguesa. Desta vez, a missão da iniciativa tinha um cariz social, nomeadamente a ajuda da Fundação do Gil, de apoio à infância. O arranque foi dado pela presidente da instituição, Maria José Ritta, ao enviar o primeiro convite para a festa de solidariedade. Depois, os interessados só tinham de visitar o site da Vector21 e requisitar um ou mais convites para o e-mail pretendido. Posteriormente, tinham de os imprimir e distribuí-los por familiares e amigos.
A fase final consistia na entrega dos convites nos quiosques criados para o efeito, na Alameda dos Oceanos. Por cada convite entregue, a Fundação do Gil recebia um euro dos patrocinadores. Resultado 60 mil pessoas visitaram o site e 80 mil compareceram na festa de solidariedade.
In Diário de Notícias Online, 18/01/2006

1 Comments:

Blogger Ana Rita said...

Qual é coisa, qual é ela, que aumenta as vendas e a notoriedade das empresas e tem um custo zero?

Cativar a atenção do publico alvo, envolve-lo na promoção da ideia/produto/serviço e assim fazer com que se sinta envolvido nessa "causa". É de salinetar também a última públicidade com testemunhos de "público" pela Super Bock (acho), ouvi ou li que aumentou em muito o consumo da referida bebida!

18 de janeiro de 2006 às 23:08  

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